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quinta-feira, 30 de maio de 2013

O que Zach Sobiech mudou em mim


Até uma semana atrás eu não fazia ideia de quem se tratava. Eu estava passando o feed de notícias do facebook para baixo ao me deparar com o vídeo de Zach no facebook de um amigo americano. O vídeo se chama "My Last Days: Meet Zach Sobiech", possui mais de 8 milhões de acessos e tem aproximadamente 23 minutos, promovido por um canal do Youtube chamado SoulPancake que mostra várias histórias de crianças que lutam contra o câncer e outras doenças bem raras.
Eu sei que câncer é uma doença nada pouco desconhecida e que tem várias crianças e adolescentes que se encontram na mesma situação que Zach, mas esse garoto mudou um pouquinho de mim e nas próximas linhas eu conto o porquê.
O câncer de Zach se chama Osteosarcoma, um tumor maligno que se instala nos ossos podendo rapidamente atingir os pulmões. Ele descobriu a doença e
m 2009 aos 14 anos e logo após, foi submetido a diversas operações e sessões de quimioterapia, mas, em maio de 2012, os médicos disseram que o câncer havia se espalhado e o jovem tinha apenas alguns meses de vida.
Infelizmente, Zach faleceu na segunda feira da semana passada (20 de maio de 2013), mas o pouco legado que deixou já emocionou muita gente.
No vídeo, suas primeiras palavras são: "Meu nome é Zach Sobiech, eu tenho 17  anos de idade e tenho Osteosarcoma. Os médicos disseram que eu tenho poucos meses de vida mas eu ainda acho que tenho muito trabalho por aqui e eu quero que todo mundo saiba que você não precisa descobrir que está morrendo para começar a viver."

Acho que pouca gente para pra pensar assim como eu parei, o quanto somos abençoados pela nossa saúde, primeiramente. O quanto reclamamos muito precisando de tão pouco. Durante esses últimos dias que venho acompanhando a trajetória da Fundação criada pela família de Zach, pensei em todas as coisas que tive vontade de fazer, falar ou agir e não tive coragem. Pensei em todas as vezes que eu quis demonstrar amor e não o fiz. O Zach escolheu viver o resto de seus dias em pé, ao invés de viver por muito mais tempo em estado vegetativo em uma cama de hospital. Isso é ser corajoso. Zach aproveitou seu último ano para fazer tudo o que sempre sonhou e para amar. Ele namorava uma garota chamada Amy Adamle, que também não desistiu por conta da doença. E eu aqui achando ruim porque não tenho um iPhone. Percebi que meus problemas não são nada. Não vão me fazer morrer, não vão me fazer chorar, sofrer, nada.  E ainda acho que eu não teria essa calma, esse amadurecimento. E olha que sou 2 anos mais velha do que Zach.
Sabe o que mais me impressionou? Durante o vídeo ele não para de sorrir. Um adolescente cheio de sonhos (que não se realizarão), que possui um câncer raríssimo, e viveu a maioria de seus últimos dias sorrindo.
Não quero dar lição de moral em ninguém, mas espero que você pare e reflita e pense em tudo. Que escute a música "Clouds", assista o vídeo e se emocione. E comece a viver cada dia como se fosse o seu último. Como disse Zach: Você não precisa descobrir que está morrendo para começar a viver. E eu concordo!