sábado, 11 de agosto de 2012

Apaixone-se



“Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se apenas por um corpo ou por um rosto; ou pela idéia de estar apaixonado.”   —Tati Bernardi

domingo, 29 de julho de 2012

Nem sempre, sem fim


Eu discordo dessa história de que só é amor se for pra sempre. Digo, o sentimento pode até viver pra sempre, ali quietinho em algum canto do peito. Mas histórias começam e terminam e não é justo dizer que não houve amor. Não é justo achar que elas não deram certo ou que era a pessoa errada. O amor da sua vida, nem sempre é o cara que você casa e forma uma família. Pessoas se perdem, pessoas se encontram, é natural. Eu acredito em amor com alguns poucos meses de relacionamento. Amores mais bonitos do que alguns de anos, amores de outras vidas, escorrendo pelos poros. Sem esse papo de que tudo recente é paixão e amor é rotina. Paixão é carne, amor é alma, independente do tempo. Odeio quem teima em rotular o que o outro tá sentindo, mal sabe o que é quem tem no peito. Tudo que nos faz feliz, dá certo, mesmo que por uma semana, um mês. Tudo faz crescer, deixa o jardim mais bonito no fim das contas. E quem é essa tal de pessoa certa, afinal? Ninguém é errado, somos todos vítimas de desencontros. Seu certo não me agrada e vice-versa. Mania feia de jogar tantos dias incríveis no lixo, depois que a mágoa chega. Te fez chorar, mas te fez sorrir tanto, foi bom enquanto durou, foi certo e só, foi. Só passou e isso não quer dizer nada. Mania chata de relacionar amor com contos de fadas e o maldito feliz pra sempre. Amor se relaciona com feliz, sem complemento, sem prazo. Nem sempre, sem fim.                                                              -Marcela Fernanda

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eu sou brasileira, ok?


Eu tenho que admitir minha paixão por dois países. Um, quem me conhece tá cansado de saber, é os Estados Unidos da América. O outro e não menos importante, é o país em que nasci. Eu amo os Estados Unidos porque foi o primeiro país que tive oportunidade de conhecer. Que me senti fascinada ao saber que haviam coisas bem diferentes da nossa realidade, mundo a fora. Eu amo os Estados Unidos porque lá as coisas acontecem. É um país que muita gente acha que não tem cultura, que não sofreu, que só porque foi dominado por colônia rica, nasceu rico. Que não teve escravos e nem sofrimento. Que a história americana é uma mentira e que o capitalismo domina a maior potência do mundo. Tudo bem, algumas coisas eu posso concordar quando bem argumentadas, mas deixa eu contar porque eu nunca vou deixar de amar os Estados Unidos. Eu nunca vou deixar de amar os Estados Unidos, porque assim como qualquer outro intercambista que viveu as experiências que eu tive a oportunidade de viver, adota aquele país como seu segundo lar. Não é porque o país é melhor e mais rico e mais avançado (apesar de ser meia verdade). É pelo simples fato de eu ter sido bem acolhida fora de casa. É também pelas pessoas. Os mal informados tem mania de dizer que americano é frio. Pro seu governo, em todo lugar do mundo existe gente fria e sem graça. Você deve ter ido a lugares errados, porque eu não conheci ninguém assim. Lá não tem lixo jogado na rua, as leis são respeitadas e postas a rigor e a educação é levada um pouco mais a sério pelos governantes. As pessoas também se divertem, também trabalham, também vivem. Mas lá também tem violência, também tem louco matando gente em escolas, também tem drogas e muita pobreza. Muita gente me pergunta se eu moraria lá. Se é isso que você quer saber, sim. Eu moraria lá. Mas eu não moraria só lá. Eu moraria na Inglaterra, na Austrália, no Japão, na Alemanha, na França, na Itália. Porque eu sou brasileira, mas não tenho obrigação de ficar aqui pelo resto da minha vida. Eu tenho livre-arbítrio para ir aonde eu quiser. Como boa exploradora que sou, não pretendo realmente viver presa a um só lugar. Quem me conhece, também sabe disso. Agora deixa eu dizer porque eu comecei falando dos Estados Unidos. Porque o final é sempre a melhor parte. Tá na hora de falar do Brasil. Eu amo o Brasil porque quando eu chego em outros lugares do mundo e as pessoas perguntam de onde eu venho, eu sinto orgulho de dizer a frase "eu sou brasileira" e de ser respeitada por isso. Eu amo o Brasil por ter lutado e conseguido alcançar muito de seus ideais durante sua história. Por ter vencido a ditadura militar. Por ser reconhecido mundialmente como o país do futebol. O país de Pelé, Kaká, Ronaldo, Marta e Robinho. De Guga, Giba, Ciello e Anderson. Eu amo o Brasil pelo verde, amarelo e azul da bandeira. Pelo hino nacional e também pelas pessoas. Pelas praias e o clima. Pela democracia e liberdade de expressão. Eu amo o Brasil pelos meus pais e pela minha família. Pelos meus amigos que aqui vivem. Pela pessoa que sou e por todos os valores que me foram ensinados dentro deste país. Ser brasileiro não é ser melhor que americano, ou coreano, ou africano ou do que ninguém. Ser brasileiro é só se sentir parte dessa nação tão grandiosamente linda. Que apesar dos milhares (enfatizando, não são poucos) problemas que ainda precisamos enfrentar, é não desistir. É correr às ruas e gritar o hino com orgulho. É ter esperanças por um futuro melhor. Ser brasileiro é ser diferente também. É não ter um biotipo de gente. É ser essa mistura tão doida e característica do nosso país. É ficar indignado com falcatrua de político. É chorar por um jogo de futebol. (É também torcer para que o Anderson Silva acabe com o babaca do Chael Sonnen). Ser brasileiro não é necessariamente gostar de tudo o que o Brasil tem e faz. Basta se orgulhar. E se sentir ofendido quando não respeitam o nosso país. Escrevi isso tudo pra deixar bem claro: Eu sou brasileira mesmo, eu amo os Estados Unidos mesmo e eu nunca vou ter vergonha de falar essas duas coisas pra ninguém.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Mas eu não sou a única


Eu já tive crises existenciais uma porção de vezes e a maioria delas causadas por desilusões amorosas. Eu sempre achava que o problema era comigo, que eu precisava melhorar meu jeito de ser, minha forma de agir e até um pouco da minha personalidade. Ninguém se livra disso. Era chato quando isso acontecia porque isso só enterrava cada vez mais minha auto-estima e eu mesma me desvalorizava. Quem me conhece profundamente sabe o quanto eu sempre fui romântica, o quanto eu sempre acreditei nas pessoas e o quanto sou boba em relação a isso. Eu tento guardar os momentos bons à sete chaves e faço questão de relembrar quando essas memórias me fazem bem. Resumindo: eu me iludo facilmente. Só houve, até agora, uma única vez em que eu não sonhei sozinha e foi um conto de fadas que durou anos. Como não era pra ter sido eterno e ambos precisávamos seguir outros caminhos, nos separamos. Foi difícil entender que era necessário e demorou bastante, mas enfim eu consegui. Mesmo bem, viajado e mais experiente, não mudei como eu achava que precisaria. Continuei boba, ingênua e escutando músicas tipo Coldplay e Taylor Swift antes de dormir. Durante esse tempo que passou, eu me decepcionei inúmeras vezes com os outros, só não tinha percebido o quanto eu estava sendo injusta comigo mesma. Demorei pra perceber que o problema não era comigo. Minha mania de achar tudo colorido não me deixou enxergar o quanto existem pessoas sem propósito nesse mundo. Que podem até ter bons objetivos profissionais mas que não percebem que só isso não basta. Foi dai que eu comecei a preferir a minha ingenuidade. Não ingenuidade pra tudo, mas aquela de acreditar no lado bom das pessoas. Porque por mais que existam poucos, ao menos existem pessoas que também acreditam como eu. É melhor ser bobo do que neurótico. É melhor acreditar no impossível do que não acreditar em nada. A gente é capaz de encontrar o que precisa olhando pro espelho. Como diria John Lennon: "Você pode achar que sou um sonhador, mas eu não sou o único."

domingo, 13 de maio de 2012

Mude, tente, invente


Mude. Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma do outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias. Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas. Mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!"

sábado, 5 de maio de 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que intercambistas fazem


Intercambistas, primeiramente, são corajosos. Corajosos porque conseguiram tirar forças da curiosidade, para deixarem seu próprio país. A gente tem sede de aventura. A maioria se vicia. Viciados na melhor droga de todas: viajar. Depois que começa, não acaba mais. É uma viagem após a outra, ou pelo menos, um plano após o outro. Avião chega a ser prazeroso de entrar. E a gente fica empolgado até com demonstração de segurança dos comissários de bordo. Como se cada viagem fosse mais uma porta se abrindo, um sonho realizado. E nos primeiros meses a empolgação é tanta, que o dinheiro não dura metade do que devia. Tudo de inútil parece que vai ser usado um dia. Conhecemos pessoas novas, de um lugar completamente diferente do seu ambiente, com costumes diferentes, e esses são só mais motivos de felicidade. Coisas estranhas acontecem. O facebook de repente, ganha mais que apenas 5 atualizações. E você não poderia ficar mais contente sabendo que deixou saudades em casa. Saudade de casa. Da mamãe, do papai, irmãos, avós, cachorros e papagaios. Saudade da comida brasileira, meu deus. Do arroz e do feijão. Do churrasco, não do "barbecue". Da comida sem gordura e conservantes. Que quando chegamos em casa muda para: saudade dos hamburguers, kit kats e cookies. E a gente se sente caixeiro viajante. Conhece aqueles lugares que só aparecem em filmes. Tiramos um milhão de fotos para no final, 2 ou 3 servirem. Intercambista tem na cabeça que pode fazer tudo sem que ninguém o julgue para o resto da vida, ou o condene. E sabe de uma coisa? Essa é a melhor parte. A parte que todos nós gostaríamos de viver diariamente, em casa ou não. E a gente é obrigado a lavar louça, lavar roupa, pegar ônibus e a economizar. Mas a principal das coisas que intercambistas fazem, não chega nem aos pés de todas as que eu citei. Intercambista não sabe viver sem as lembranças. Nunca esquece sua viagem, seus amigos e suas histórias. Vive numa profunda e natural nostalgia, a famosa vontade de voltar no tempo e fazer tudo outra vez exatamente como foi. E possa passar o tempo que for, vamos continuar chorando de saudade a cada foto que vermos, vamos continuar falando pra TV "Já estive aí, olha!" e sempre vamos contar coisas do tipo "Quando eu estava no lugar tal...". É uma saudade da liberdade. Quem já foi, sabe. Quem não foi, seja. Quem quer ser, lute. Quem não quer, é uma pena. Foi simplesmente a melhor experiência da minha vida até agora.