quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

"O tempo não pára"


Todos que costumam acompanhar meus textos, sabem que sou acostumada a escrever geralmente o que estou sentindo naquele exato momento. Também é uma de minhas características, escrever para uns "alguéns". Hoje não vai ser diferente. Mas talvez esse alguém para qual estou escrevendo, não leia tão cedo estas minhas palavras. Foi uma pessoa que me mudou para melhor e fez parte de milhares de memórias maravilhosas. Um alguém especial que não me acompanha mais em nenhum de meus ciclos. Foi a pessoa mais presente da minha vida, hoje é a mais ausente. Não acho que essa ausência seja errado. Muito pelo contrário. Sei que de um jeito ou de outro, somos especiais um para o outro e nunca deixaremos de ser. Além de tudo, somos amigos. Amigos que não se falam, não mais conversam, não se correspodem, mas no fundo... amigos. E apesar de nos encontrarmos por coincidência ou acaso, sinto que é isso que nunca deixaremos de ser. Não sei se esse alguém está passando por dificuldades, pelo meu ver distante, sim. Tenho certeza de que ele não precisa ouvir de mim essas palavras, mas não pude resistir em escrevê-las. Ontem fui a sua casa e não o vi. Confesso que toda vez que passo por lá, bate a saudade no peito, aquela coisa chamada nostalgia. Em poucas horas jogando conversa a fora com um outro alguém, fui capaz de reviver tudo aquilo. De repente os problemas pelo qual estou passando no presente foram embora. Ali, naquele lugar, eu já havia enfrentado coisas piores. De repente, a seriedade se rendeu a diversão e pelas águas da piscina ou a grama do imenso jardim, pude perceber o quanto o passado, mesmo que com o final sofrido, valeu a pena. Já faz muito tempo. E eu havia esquecido o quanto você me fez crescer. E sofrer, é claro. Mas hoje te admiro. Por ter tido a coragem e não ter fraquejado na sua decisão. Que por mais dolorosa que tenha sido para ambos, você seguiu seu coração, fez o que devia e é isso que importa. Eu teria feito o mesmo. Cara, como eu te admiro por isso. Se não fosse por você, eu não seria quem sou hoje e nem você quem você é hoje. Você fez parte de alguns belos anos, de uma viagem maravilhosa, de um monte de pandices bobas e apaixonadas e nossa, como valeu a pena ter vivido isso com você. E como valeu a pena ter terminado pra viver o que faltava. Porque a vida é isso, uma constante mudança. Espero que você esteja bem, e mesmo que não esteja, você vai ficar que eu sei. Não é da minha conta, mas eu sei que você ainda vai realizar aqueles sonhos que costumava me dizer. E não abaixe a cabeça nunca, porque você é forte o bastante pra enfrentar mais uma dessas. Não sei porque foi, ou como foi e nem como você está se sentindo, mas de qualquer forma, eu acredito em você. Eu e um monte de pessoas que passaram na sua vida e permaneceram por tempo suficiente pra te conhecer. E ainda aquelas que te conhecerão futuramente. Eu não fui a única pessoa especial na sua vida, você teve outras que com certeza, não foram as últimas. E nem você foi o único pra mim. A vida segue e é um constante sobe e desce, como você citou e Cazuza já dizia, o tempo não pára. 

                                                         Carinhosamente, 
                                                                              boboninha.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Arte de viajar


A verdadeira arte de viajar... A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali. Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!           -Mário Quintana

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

"Faíscas voam.."


Eu não consigo entender o que acontece quando nos encontramos. Não sei que força sobrenatural é essa que nos une "involuntariamente". Isso pode ser chamado de acaso. Que desejo maluco é esse que aflora dentro de mim. De repente tudo o que eu tenho pra dizer, os planos que eu tinha, somem. Sei lá, é tudo tão intenso. Tão gostoso que por mim, o tempo pararia naquele momento. Eu não sei se é amor. Talvez seja o que você acha que é. Uma possibilidade para o amor. E talvez passe. Talvez daqui algum tempo essas faíscas deixem de exisitir tanto para mim, quanto para você. Talvez tenha sido uma paixão de verão, como costumávamos brincar. Mas deixemos os "e se" de lado, eles não nos levarão a resposta agora. Tenho medo da resposta. Tanto que as vezes me pego desistindo de querer chegar ao resto dessa história. E eu tenho motivos para esquecer, você sabe. E eu realmente pedi a Deus, uma centena de vezes por sinal, que me ajudasse a apagar você das páginas do meu caderno se realmente fosse para ser assim. Até agora, nada. Ele não me ajudou a apagar nada do que passamos. Muito pelo contrário, esse filme passa constantemente na minha cabeça. Todas as vezes em que eu o vi me esperando, onde quer que fosse. Todas as vezes que brincamos de qualquer que fosse a brincadeira. Todas as vezes em que você me fez perder a cabeça de vontade ou de raiva. Todos os abraços que diziam "estou no meu lugar". Foi tudo incrivelmente verdadeiro e eu fiz TUDO o que poderia ter feito. Fiz você feliz. Admito que minhas esperanças não são das maiores, acredito que nem as suas, mas valeu tanto a pena não acha? Não precisamos imaginar como teria sido se fosse diferente. Se minha cabeça continuar encaixando no seu ombro depois de tudo isso, é porque é pra ser assim. Se não, é porque também é pra ser assim. Eu espero que essas faíscas continuem fazendo você sorrir como um bobo, e que o seu cabelo continue arrumadinho pra ser bagunçado e que essa felicidade extrema que você me causa, continue sendo felicidade, nunca tristeza. Desejo o mesmo pra você. Quero te fazer sorrir com ou sem você. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

É o jeito


O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito. A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso. Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca. Ok, pode rir. Ele era um cara sofisticado, e por isso mesmo eu vibrava quando baixava nele um caminhoneiro. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente: não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto. E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo. Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo.                                                                           -Martha Medeiros

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Como as coisas mudam


Como as coisas mudam. Nesse instante estávamos, eu e você, sentados no sofá da minha casa nos maiores carinhos e amassos. Você quase todos os dias andava os poucos metros que nos distanciavam apenas para dar um oi ou um abraço. Quase que ontem você veio me pedir colo quando se sentiu inseguro. E eu como sempre nunca hesitei em negar. Parece que há alguns dias atrás eu o vi chorar. E parece também que faz pouco tempo que chorei pra você. Parece que hoje mais cedo o fiz sorrir. Mas é engraçado, como as coisas mudam. Durou tanto. Parecia nunca ter fim. Hoje faz parte de um passado distante. Você achou o seu caminho que se bifurcou do meu. E eu ando agora sem você e incrivelmente feliz, coisa que eu achava que nunca aconteceria. As mudanças doem no começo mas no final, sempre trazem um bem. Como dizem: todo sacrifício vale a pena. Aquela coisa do coração acelerar, da saudade bater de vez em quando, sempre vai acontecer pra mim. Seus olhos sempre serão os mais encantadores, mas não cruzarão os meus tanto quanto antes. As vezes que cruzaram já foram indiferentes. A tendência é piorar com o passar dos dias. E eu não vou te esquecer, mas também não vou mais lembrar de você. Dá pra entender? Estou feliz por estar feliz sem você e estou feliz por saber que você não precisa mais de mim. Ainda bem que aprendemos a andar com as próprias pernas, sem mais mágoas e aflições. Sem medo de perder um ao outro. Não vai ser apenas uma mudança. É uma de várias. E se você acha que o tempo vai congelar só porque está tudo indo bem, desculpe desiludí-lo. Muitas pessoas passarão pela sua vida e serão importantes assim como eu acho que fui, mas elas também irão. E chegarão novas. E mais e mais e mais. Cada uma delas vai deixar um pedacinho de si dentro de você, e as pecinhas que faltarem serão completadas pelas próximas que virão. É sempre assim. Como um quebra-cabeça que nunca termina. Ah, e que sempre muda.

sábado, 7 de janeiro de 2012

abraços

Não recordo nenhum momento ruim da minha vida que um abraço não tenha me confortado. Sabe aquelas horas em que o mundo tá desabando e angelicalmente seu melhor amigo aparece, te abraça e diz: "vai ficar tudo bem"? Ou quando você está exorbitantemente feliz e alguém te abraça só pra dividir esse momento com você? É a coisa mais gostosa do mundo. Percebi nos últimos dias que os abraços podem falar muito mais alto que os beijos. Que eu posso dizer o que sinto sem abrir a boca para uma palavra. Que sentir frio é uma delícia quando você tem aquela pessoa quentinha pra te abraçar. Que o conforto dos braços de alguém que se gosta é uma cura melhor do que qualquer remédio. Pra qualquer tipo de doença também. E no meu caso, esses "alguéns" podem até não saber qual cicatriz estão curando mas sabem com certeza que estão me fazendo bem de algum jeito. São tantos abraços inesquecíveis. E eu nunca tinha pensado o quanto um gesto tão simples havia participado de tantos momentos incríveis. Foram de choros, de tristeza, arrependimentos como também foram de felicidades, de carinho e em especial aqueles com intuito de dizer: "estou aqui, sempre que você precisar ok?". Abraços de partidas e de chegadas. Abraço pra pedir ajuda e de oferecer ajuda, independente de qual fosse o problema. Ah, e sabe aquele abraço tão gostoso que não dá vontade nenhuma de sair dali? Tipo de ficar lá pra sempre? Poisé. Daí depois que passa até o cheiro fica na sua camisa? E fica só pra você ficar lembrando e querendo mais? Então.. esse, é o melhor.